Ecologia Doméstica


Deus deu ao homem a tarefa de ser mordomo da terra onde habitamos. Nem sempre temos cumprido este mandamento mas vamos a tempo de ser “sal e luz”. É urgente que sejamos influentes, por isso, tentemos ser obedientes em amor e cuidemos do planeta. Com este workshop vamos perceber que há pequenos gestos que, caso sejam adoptados por todos, revelam ter enormes repercussões e alcançarão alterações positivas no meio-ambiente.
Quer saber como não desgastar recursos e poupar a natureza?
Como não desperdiçar água ou consumir menos energia?
Sabe qual é a sua pegada ecológica?
Vamos falar sobre isto e muito mais!

texto: Vera Rainho
A Rocha Maio 2010

O LUGAR DA FAMÍLIA NO PLANO DE DEUS

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais;...
eu e a minha casa serviremos ao Senhor”


A família constitui o núcleo de toda a estrutura da Sociedade Humana. Sempre esteve nos planos de Deus e sempre estará. Prova disso é o modo como o Criador começou a história da raça humana.
O sentimento de pertença está bem alicerçado no âmago da personalidade humana. Esta é a razão por que o Ser Humano se sente em desequilíbrio, quando os seus relacionamentos interpessoais entram em colapso.
A família é, como a própria história humana prova, a base sobre a qual o ser humano sustenta a sua identidade e absorve os valores fundamentais, pessoais e relacionais, que o irão marcar e influenciar ao longo da sua vida.
Famílias sólidas e com um elevado grau de equilíbrio nos relacionamentos interpessoais, tendem a proporcionar aos membros do seu agregado, recursos determinantes para a formação da sua personalidade e da sua formação cívica.
Famílias desequilibradas, com relacionamentos humanos frágeis, onde a insegurança e a desconfiança imperam, tendem a produzir cidadãos problemáticos, com imensas dificuldades em estabelecer e preservar relações humanas sólidas.
Satanás, o inimigo impiedoso da raça humana, conhece, como ninguém, o poder e a importância de uma estrutura familiar sólida. Mais ainda, conhece a força de uma família onde Deus é reconhecido como o centro e o valor supremo da existência da mesma. Esta é a razão pela qual tudo procura fazer, empenhando-se com todas as suas forças, na tentativa (e com muito sucesso nos dias que correm) de enfraquecer o núcleo familiar, usando agentes humanos que por meio da política, da filosofia, das ideologias vanguardistas e da pretensa psicologia naturalista, procuram relativizar o papel e o lugar da família na sociedade.
A delinquência juvenil, a indisciplina escolar, a inversão de valores, o desrespeito pelo próximo, o crescente (e alarmante) número de divórcios que ocorrem, os cada vez mais frequentes distúrbios psiquiátricos e comportamentais são, em grande medida, resultantes de desequilíbrios existentes no contexto familiar.
Portanto, é urgente que a Sociedade, de um modo geral (e cada um de nós em particular), ganhe consciência e envide todos os esforços na recolocação da família no seu devido lugar - o do núcleo estrutural da Sociedade Humana.
Como povo de Deus, cuja cosmovisão e perspectiva de vida se alicerçam nas Escrituras, devemos esforçar-nos na manutenção da coesão das nossas famílias.
Contudo, convém dizer que, embora tudo deva ser feito para a preservação da coesão familiar, destacando o seu papel fundamental no equilíbrio psicológico e social das pessoas, o elemento preponderante é, sem dúvida, a visão familiar centralizada em Deus, onde tudo é feito não somente para promover a unidade e o valor da família, mas, e sobretudo, para manifestar a glória de Deus.
Josué, o grande líder que substituiu Moisés na introdução do povo de Israel na terra prometida, desafiou os seus contemporâneos a fazer uma escolha.
Depois de os ter exortado a abandonar a idolatria herdada dos seus progenitores, Josué desafia-os; pede ao povo que faça uma escolha.
O que torna a exortação e o desafio de Josué particularmente exemplares é que ele já tinha feito uma escolha sábia. E o interessante é que esta escolha foi feita no contexto familiar. “Eu e a minha casa”, disse Josué. Ele sabia que o que dá maior significado à vida familiar é a presença (desejada e invocada) daquele que é o arquitecto por excelência da próprio núcleo familiar.
Uma família, por mais bem estruturada que seja, se Deus não estiver no centro do seu viver e das suas prioridades, carecerá de força e de bênção.
“Eu e a minha casa (família) serviremos ao Senhor”. Que confissão sábia! Que convicção inabalável! Queira Deus dar-nos uma visão tão sábia sobre a fé e sobre a família como esta de Josué.
Soli Deo Gloria!
Boletim nº 102
25 Abril 2010

UMA IGREJA MISSIONÁRIA

“...para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e um lugar entre os santificados pela fé em mim”

A Igreja do Senhor Jesus existe para adorar a Deus, admirando a Sua majestade, magnificando a Sua pessoa e exibindo a Sua incomparável glória. Esta é a sua principal razão de ser. Ela existe para “glorificar a Deus e desfrutá-lo para sempre”.
O magnífico propósito de glorificar a Deus revela, em si mesmo, a natureza da Igreja do Senhor Jesus, visto que esta representa o povo redimido, que foi liberto do poder (ou potestade) das trevas e transportado para o reino do Filho de Deus, e salvo pela Sua maravilhosa graça (Colossenses 1: 13, 14).
O conjunto de homens e mulheres comprados pelo imaculado sangue do Senhor Jesus, derramado na cruz do Calvário, constitui o Sacerdócio santo (separado), cujo serviço é adorar ao Rei que salva e oferecer sacrifícios de louvor, exibindo a glória divina, por meio de Cristo (1 Pedro 2: 5). Este é o propósito último e eterno da existência da Igreja do Senhor Jesus, do povo de propriedade exclusiva de Deus.
Enquanto aguarda pelo regresso do seu amado Salvador, a Igreja de Cristo tem como missão anunciar as virtudes (ou seja, poder e excelência moral) do grande Deus, proclamando o Evangelho da salvação (1 Pedro 2: 9).
A sua missão, portanto, consiste em abrir os olhos (espirituais) de homens e mulheres, deslumbrados pelo príncipe deste mundo, cujo alvo é afastá-los de Deus e da Sua maravilhosa graça, a fim de que não enxerguem o perigo em que se encontram (2 Coríntios 4: 4).
A Igreja, em geral (e cada crente em particular), deve realizar esta tarefa munida do poderoso instrumento, por meio do qual esta missão deve ser levada a cabo, que é o evangelho da salvação (Romanos 1: 16). Este é o meio instrumental, usado por Deus, para iluminar a mente dos ouvintes, transmitindo-lhes a mensagem de poder, que os arrancará da tenebrosa sombra do pecado e da alienação divina para a maravilhosa luz, libertando-os, deste modo, do maligno poder (ou domínio) de Satanás, a fim de desfrutarem o gozo e a segurança que se encontram em Deus.
Esta experiência da nova vida em Cristo, e das bênçãos que nela se gozam, explica a razão pela qual o Senhor Jesus morreu e ressuscitou. Ele morreu para nos dar vida e ressuscitou para nos assegurar a solidez dessa mesma vida. Morreu pelos nossos pecados, mas ressuscitou para a nossa justificação (Romanos 4: 25). A Sua morte garantiu-nos o perdão dos nossos pecados; a Sua ressurreição confirmou o facto de que, de todas as acusações de Satanás, fomos declarados, pelo próprio Deus, inocentes. Aleluia!
Assim, fazer missões é proclamar aos homens o perdão dos seus pecados, chamando-os a responder, com fé, à graça e ao poder divinos, revelados na morte e na ressurreição do Senhor Jesus, a fim de que tenham um lugar no Reino e participem da herança que pertence a todos aqueles que respondem à chamada do Espírito do Senhor. Celebremos a Páscoa, vivendo a nova vida que há em Cristo, proclamando todos a mensagem da salvação.
Soli Deo Glória!
in Boletim nº 101
04 Abril 2010

A Tua Palavra é a verdade

“A tua palavra é a verdade, desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre”

Escrever sobre a importância da Bíblia é correr o risco de cair num “lugar comum” porque muitos já versaram sobre desta temática. Mesmo assim, é necessário insistir nesta verdade imprescindível que enfatiza a singularidade das Sagradas Escrituras.
Embora os reformadores do século XVI tenham redescoberto a centralidade da Palavra de Deus, como regra orientadora da vida e da missão (e função) da Igreja do Senhor Jesus, o legado que nos deixaram, com custos elevados para esses servos de Deus, tem sido cada vez mais negligenciado, para não dizer, desprezado.
Há uma visão ilusória, generalizada na “Comunidade Evangélica” de hoje (quem diria!), que tem conduzido muitos crentes a considerar a Bíblia, embora não assumidamente, como algo dispensável para a sua espiritualidade quotidiana. Prova disso, é a frequência com que a lêem e o tempo que passam na sua meditação.
A agitação da vida “moderna” inverteu as nossas prioridades. Na ânsia de conseguirmos mais recursos materiais, que estabelecem o padrão e o status de uma “vida moderna”, gastamos todo o nosso tempo útil na tentativa de trabalharmos “um pouco mais” para, deste modo, satisfazer as nossas necessidades consumistas.
Diante desta realidade, o tempo que nos resta é gasto no necessário (e merecido) repouso, visto que a azáfama do dia-a-dia não nos deixa com a energia suficiente que nos permita “meditar” ou “reflectir” sequer. Este estado anímico em que o ritmo e o modelo de vida actuais nos deixam, tem servido de justificação para a nossa inércia, relativamente ao nosso apego à Palavra da vida.
Como resultado, as nossas vidas exibem uma espécie de “anemia espiritual” que nos deixa sem forças para resistir às provações e vencer as tentações, sem poder para cumprir a nossa missão de evangelizar o mundo perdido e alienado de Deus, sem equilíbrio doutrinário que nos capacite para distinguir a verdade do erro, sem autenticidade para adorar ao Senhor em Espírito e em verdade.
“A tua palavra é a verdade”, diz o salmista. Para este servo do Senhor, a Palavra de Deus transporta e transmite a essência da própria verdade. A Palavra é a verdade desde o princípio, quer dizer que ela o é “em todos os aspectos” e “em todas as perspectivas”. Significa que ela é a verdade por natureza e “em toda a sua extensão”.
O que o salmista afirmou, de um modo categórico, é que “a soma da palavra” de Deus é a verdade. E a consistência desta verdade, ao longo das páginas de toda a Bíblia, encontra a sua confirmação nas palavras do apóstolo Paulo, quando diz que “toda a Escritura é divinamente inspirada” (2 Timóteo 3: 16a).
Na sua sacerdotal (e emocionada) oração, o Senhor Jesus fez uma tremenda afirmação acerca da singularidade da Palavra de Deus: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (João 17: 17).
Ele ora ao Pai e intercede pelos Seus discípulos: “santifica-os”, “separa-os” para Ti, “opera neles a obra santificadora”. Por que meio? Pela verdade, ou melhor “na” verdade. A santificação deve ser operada com a vida dos discípulos “mergulhada” na verdade. E antes que alguém perguntasse acerca da verdade na qual eles seriam santificados, o Bom Mestre prossegue: “a tua palavra é a verdade!” Aleluia! O poder santificador do Espírito opera na vida do crente por meio da Palavra.
Aliás, o Senhor exulta diante do Pai porque os discípulos receberam a Palavra que Ele lhes entregou; e por causa do efeito da mesma Palavra em suas vidas, o mundo, que antes odiara o Senhor, odiou-os também a eles (João 17: 14).
Amados em Cristo, que a sagrada e inspirada Palavra do Senhor governe e oriente as nossas vidas, “inundando-as com as suas incomparáveis instruções, a fim de sermos servos frutíferos em boas obras (2 Timóteo 3: 17).
Que juntos com o do salmista, inspirado, os nossos corações digam bem alto e com convicção: “Oh! quão amo a tua lei! Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar!” (Salmo 119: 97a, 103a).
Soli Deo Glória!
Pr. Samuel Quimputo
Boletim nº 100
29 de Fevereiro de 2010

Convite a Louvar a Deus: Salmos 67


Deus nos abençoa! Mas, sabe porquê? O Salmo 67 diz que Deus nos abençoa para que toda a gente possa conhecer a Sua salvação.
Este workshop vai ser mais uma oportunidade de falar sobre a glória de Deus e aquilo que precisamos fazer em resposta à Sua palavra. Vamos falar sobre evangelismo e missões na zona onde moramos; vamos falar sobre o trabalho e as diferentes formas de pôr em prática as orientaçõas de Deus, visto que Ele está a trabalhar na nossa área de influência (residência, local de trabalho...)! Sem dúvida, só Ele pode salvar. Contudo, Deus nos usa como instrumentos para que as pessoas que connosco lidam, quotidianamente, possam ouvir a verdade de Jesus Cristo.
Texto: Mark Bustrum
Fev 2010

Uma criatura com uma nova vida

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é;
as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”
A Bíblia fala da salvação, resultante da fé salvadora, como uma realidade sobrenatural que se origina em Deus, a fonte desta mesma salvação. A pessoa que sofre a acção realizada pelo amor e pelo poder redentor (e divino) é designada por “salva”, isto é, alguém resgatado do maior de todos os perigos em que um ser pessoal, moral e espiritual se pode encontrar - o perigo de enfrentar o Criador como inimigo e de constituir-se no objecto da Sua indignação (Efésios 2: 1-3).
A nova realidade em que o crente se encontra é uma nova existência, onde um novo princípio de vida é implantado no âmago do seu ser, fazendo dele uma “nova criatura” ou uma “nova criação”.
Com este novo princípio vital, o crente redimido e salvo pelo sangue de Jesus, derramado na cruz do Calvário, adquire uma nova identidade, uma vida de qualidade singular: a vida eterna, a vida abundante (João 3:16; 10:10). Esta nova identidade é a marca distintiva da sua nova natureza.
Esta nova vida não é uma simples melhoria nas qualidades humanas, previamente adquiridas. Não se trata de uma mera mudança comportamental, resultante de uma reflexão pessoal. Também não significa uma reforma ética que torna as pessoas melhores e mais capazes de se relacionarem umas com as outras.
Estas mudanças podem ocorrer por meio de técnicas de terapia psicológica e comportamental. Portanto, elas não são, por si mesmas, um sinal de fé ou uma evidência da nova vida. Deixar de praticar certos actos considerados imorais, ou de exibir algum comportamento pouco ético, não significa ser possuidor da nova vida. A reprovação por parte da sociedade e o medo das consequências podem provocar mudanças no modo de vida de alguém, sem que, com esta nova atitude, ele tenha passado pela experiência da verdadeira regeneração.
Embora uma vida regenerada pela acção e poder do Espírito Santo evidencie mudanças profundas, que irão afectar, necessariamente, as acções, o comportamento e as atitudes do crente, é preciso esclarecer que, apesar de tudo, nem todas as mudanças resultam da presença e do poder da nova vida.
A Bíblia distingue a salvação cristã de todas as outras mudanças que podem ocorrer na vida de um ser humano. Trata-se de uma realidade singular, sobrenatural e que envolve a dimensão mais profunda do seu ser (João 1:12, 13).
Paulo afirma que “se alguém está em Cristo, nova criatura é”. Significa que todo aquele que entra nesta nova relação de amor com Deus, através da fé no sacrifício de Cristo, possui uma nova identidade, resultante do novo princípio de vida que nele pulsa, mudando radicalmente a sua perspectiva de vida. A partir deste ponto de vista, tudo ganha um novo significado. “Eis que tudo se fez novo”.
Todos os humanos nascem ligados a Adão, o primeiro homem, como seu representante. Por natureza, estamos relacionados com ele, transportando connosco a sua natureza (1 Coríntios 15: 45-47), e sofrendo com ele (e por causa dele) a degradação física, moral e espiritual (Rom. 5: 12,18; I Corintios 15:21, 22).
Da mesma forma, todos os verdadeiros crentes estão ligados a Cristo, o segundo homem e o último Adão (1 Coríntios 15:45-49). E só na sua relação com Ele (e por causa dessa relação) podem viver a nova realidade, isto é, a nova vida. E a segurança que esta nova vida traz fundamenta-se na garantia da presença do Espírito Santo, que derrama o amor de Deus no coração do crente (Romanos 5:5), e que nele reside como selo e penhor (garantia), assegurando-nos da eficácia e da perfeição da obra que o Senhor realiza em nós (2 Coríntios 1: 22; 5:5).
Que o Senhor, por meio do Seu Espírito, nos esclareça acerca desta nova vida e nos capacite a examinar os nossos corações, a fim de termos a plena certeza de
que já a possuímos.
Soli Deo Gloria!

Pr. Samuel Quimputo
Boletim nº 99
31 Janeiro de 2010

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