Estudo Biblico Eficaz - interagindo com o Texto Sagrado



Estudar a Bíblia com eficácia requer um esforço árduo, uma dedicação leal, uma honestidade intelectual e uma dependência humilde do Espírito Santo.
Procurar entender o sentido do texto sagrado, a intenção dos autores humanos, inspirados por Deus, é desvendar o caminho seguro para se chegar ao alvo pretendido que é – conhecer Deus, fazer a Sua vontade, experimentar o Seu amor e servir de testemunha da Sua graça diante de um mundo cada vez mais alienado de Deus.
É sobre isto que iremos “conversar” no nosso próximo encontro.
Participe!

Pastor Samuel Quimputo

FILHOS AMADOS DE UM GRANDE DEUS

“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai; que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque o não conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus...”

A doutrina da salvação, quando entendida em todas as suas facetas, segundo o ensino das Escrituras, é tremendamente arrebatadora. Ela deixa-nos emudecidos e impulsiona-nos a prostrar-nos diante do trono da graça de Deus, com corações agradecidos e cheios de louvor.
Nada no mundo pode satisfazer, de facto, o coração do Ser Humano, criado à imagem e semelhança do bondoso Criador, como o faz a Boa-Nova da salvação.
Desafortunadamente, nem sempre temos captado a profundidade da grandiosa e poderosa obra que Deus realizou em nós e por nós, por meio da morte sacrificial do Senhor Jesus, na cruz do Calvário. Não é de admirar, pois, que a nossa espiritualidade seja, de um modo geral, morna, superficial e sem emoção.
Em princípio, isto acontece por causa do deficiente conceito que temos da gloriosa doutrina da salvação. Para muitos, a salvação que Deus nos outorga não é mais do que uma libertação do fogo do inferno e da consequente condenação eterna. Ser salvo é simplesmente “não ser enviado para o inferno”. Tudo se resume a este ponto de vista negativo. Esta é uma visão redutora da fé cristã.
Segundo o ensino das Escrituras Sagradas, a salvação não implica, apenas, o perdão de pecados e o escapar da horrível experiência dos tormentos do inferno. Ela envolve tudo isso. Contudo, esta perspectiva meramente redutora da salvação fica aquém do ensino bíblico e empobrece a excelência do mistério da redenção. Ser salvo é ser resgatado do reino de Satanás e de todas as suas hostes malignas; é ser liberto da maldição da lei (na sua ênfase condenatória); é ser arrancado do poder (e do domínio) escravizador do pecado.
Todos estes resultados (ou efeitos) estão incluídos na obra salvadora de Deus, porém não cobrem toda a dimensão da multiforme graça da Deus. Ela não nos deixa neste ponto. É aqui que reside a glória do evangelho e da fé cristã.
O Evangelho, a Boa-Nova da salvação, é o poder do próprio Deus em acção, que opera na mente, na emoção e na vontade daquele que, sensibilizado pelo amor divino, responde com fé e confiança ao que Deus realizou em seu favor, por meio de Cristo (Romanos 1: 16; 1 Coríntios 1: 18).
Esse poder que actua naquele que crê, introduzindo nele um novo princípio de vida, faz desse pecador perdoado, alguém redimido e declarado justo pelo grande Juiz. Convém acrescentar que esse poder que opera a salvação, é o mesmo que actuou na ressurreição do Senhor Jesus (Efésios 1: 18-21).
Ao receber uma nova vida e um espírito vivificado, o crente torna-se uma habitação do Espírito Santo (Ezequiel 36: 26, 27; 1 Cor. 6: 19; 2 Cor. 6: 16). Todas estas bênçãos divinas introduzem o crente numa nova esfera, numa nova relação incomparavelmente superior. Ele é integrado na família de Deus. Ele torna-se (isto é, é feito) filho de Deus. Que privilégio! Ser salvo implica ser arrancado do reino das trevas e tornar-se concidadão dos santos e membro da família de Deus (Efésios 2: 19). “Agora somos filhos de Deus!”, diz João.
O crente salvo não é, apenas, um pecador agraciado e perdoado, mas também, um filho amado na família do Eterno Deus. Esta nova realidade deve levar todo o verdadeiro crente a dobrar os seus joelhos, em gratidão a Deus, pelo Seu tão grande amor com que nos amou, fazendo de nós Seus filhos adoptivos.
Todos quantos crêem no eterno Filho de Deus, recebem o poder (isto é, a prerrogativa) de se tornarem filhos de Deus (João 1: 12).
Que esta verdade incomparável encha os nossos coração de graça, alegria, gratidão e de um santo temor, estimulando-nos a um serviço abnegado pela causa de Cristo, que tanto nos amou e se entregou por nós.
Soli Deo Gloria!
Boletim nº 103 - Maio 2010

Ecologia Doméstica


Deus deu ao homem a tarefa de ser mordomo da terra onde habitamos. Nem sempre temos cumprido este mandamento mas vamos a tempo de ser “sal e luz”. É urgente que sejamos influentes, por isso, tentemos ser obedientes em amor e cuidemos do planeta. Com este workshop vamos perceber que há pequenos gestos que, caso sejam adoptados por todos, revelam ter enormes repercussões e alcançarão alterações positivas no meio-ambiente.
Quer saber como não desgastar recursos e poupar a natureza?
Como não desperdiçar água ou consumir menos energia?
Sabe qual é a sua pegada ecológica?
Vamos falar sobre isto e muito mais!

texto: Vera Rainho
A Rocha Maio 2010

O LUGAR DA FAMÍLIA NO PLANO DE DEUS

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais;...
eu e a minha casa serviremos ao Senhor”


A família constitui o núcleo de toda a estrutura da Sociedade Humana. Sempre esteve nos planos de Deus e sempre estará. Prova disso é o modo como o Criador começou a história da raça humana.
O sentimento de pertença está bem alicerçado no âmago da personalidade humana. Esta é a razão por que o Ser Humano se sente em desequilíbrio, quando os seus relacionamentos interpessoais entram em colapso.
A família é, como a própria história humana prova, a base sobre a qual o ser humano sustenta a sua identidade e absorve os valores fundamentais, pessoais e relacionais, que o irão marcar e influenciar ao longo da sua vida.
Famílias sólidas e com um elevado grau de equilíbrio nos relacionamentos interpessoais, tendem a proporcionar aos membros do seu agregado, recursos determinantes para a formação da sua personalidade e da sua formação cívica.
Famílias desequilibradas, com relacionamentos humanos frágeis, onde a insegurança e a desconfiança imperam, tendem a produzir cidadãos problemáticos, com imensas dificuldades em estabelecer e preservar relações humanas sólidas.
Satanás, o inimigo impiedoso da raça humana, conhece, como ninguém, o poder e a importância de uma estrutura familiar sólida. Mais ainda, conhece a força de uma família onde Deus é reconhecido como o centro e o valor supremo da existência da mesma. Esta é a razão pela qual tudo procura fazer, empenhando-se com todas as suas forças, na tentativa (e com muito sucesso nos dias que correm) de enfraquecer o núcleo familiar, usando agentes humanos que por meio da política, da filosofia, das ideologias vanguardistas e da pretensa psicologia naturalista, procuram relativizar o papel e o lugar da família na sociedade.
A delinquência juvenil, a indisciplina escolar, a inversão de valores, o desrespeito pelo próximo, o crescente (e alarmante) número de divórcios que ocorrem, os cada vez mais frequentes distúrbios psiquiátricos e comportamentais são, em grande medida, resultantes de desequilíbrios existentes no contexto familiar.
Portanto, é urgente que a Sociedade, de um modo geral (e cada um de nós em particular), ganhe consciência e envide todos os esforços na recolocação da família no seu devido lugar - o do núcleo estrutural da Sociedade Humana.
Como povo de Deus, cuja cosmovisão e perspectiva de vida se alicerçam nas Escrituras, devemos esforçar-nos na manutenção da coesão das nossas famílias.
Contudo, convém dizer que, embora tudo deva ser feito para a preservação da coesão familiar, destacando o seu papel fundamental no equilíbrio psicológico e social das pessoas, o elemento preponderante é, sem dúvida, a visão familiar centralizada em Deus, onde tudo é feito não somente para promover a unidade e o valor da família, mas, e sobretudo, para manifestar a glória de Deus.
Josué, o grande líder que substituiu Moisés na introdução do povo de Israel na terra prometida, desafiou os seus contemporâneos a fazer uma escolha.
Depois de os ter exortado a abandonar a idolatria herdada dos seus progenitores, Josué desafia-os; pede ao povo que faça uma escolha.
O que torna a exortação e o desafio de Josué particularmente exemplares é que ele já tinha feito uma escolha sábia. E o interessante é que esta escolha foi feita no contexto familiar. “Eu e a minha casa”, disse Josué. Ele sabia que o que dá maior significado à vida familiar é a presença (desejada e invocada) daquele que é o arquitecto por excelência da próprio núcleo familiar.
Uma família, por mais bem estruturada que seja, se Deus não estiver no centro do seu viver e das suas prioridades, carecerá de força e de bênção.
“Eu e a minha casa (família) serviremos ao Senhor”. Que confissão sábia! Que convicção inabalável! Queira Deus dar-nos uma visão tão sábia sobre a fé e sobre a família como esta de Josué.
Soli Deo Gloria!
Boletim nº 102
25 Abril 2010

UMA IGREJA MISSIONÁRIA

“...para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e um lugar entre os santificados pela fé em mim”

A Igreja do Senhor Jesus existe para adorar a Deus, admirando a Sua majestade, magnificando a Sua pessoa e exibindo a Sua incomparável glória. Esta é a sua principal razão de ser. Ela existe para “glorificar a Deus e desfrutá-lo para sempre”.
O magnífico propósito de glorificar a Deus revela, em si mesmo, a natureza da Igreja do Senhor Jesus, visto que esta representa o povo redimido, que foi liberto do poder (ou potestade) das trevas e transportado para o reino do Filho de Deus, e salvo pela Sua maravilhosa graça (Colossenses 1: 13, 14).
O conjunto de homens e mulheres comprados pelo imaculado sangue do Senhor Jesus, derramado na cruz do Calvário, constitui o Sacerdócio santo (separado), cujo serviço é adorar ao Rei que salva e oferecer sacrifícios de louvor, exibindo a glória divina, por meio de Cristo (1 Pedro 2: 5). Este é o propósito último e eterno da existência da Igreja do Senhor Jesus, do povo de propriedade exclusiva de Deus.
Enquanto aguarda pelo regresso do seu amado Salvador, a Igreja de Cristo tem como missão anunciar as virtudes (ou seja, poder e excelência moral) do grande Deus, proclamando o Evangelho da salvação (1 Pedro 2: 9).
A sua missão, portanto, consiste em abrir os olhos (espirituais) de homens e mulheres, deslumbrados pelo príncipe deste mundo, cujo alvo é afastá-los de Deus e da Sua maravilhosa graça, a fim de que não enxerguem o perigo em que se encontram (2 Coríntios 4: 4).
A Igreja, em geral (e cada crente em particular), deve realizar esta tarefa munida do poderoso instrumento, por meio do qual esta missão deve ser levada a cabo, que é o evangelho da salvação (Romanos 1: 16). Este é o meio instrumental, usado por Deus, para iluminar a mente dos ouvintes, transmitindo-lhes a mensagem de poder, que os arrancará da tenebrosa sombra do pecado e da alienação divina para a maravilhosa luz, libertando-os, deste modo, do maligno poder (ou domínio) de Satanás, a fim de desfrutarem o gozo e a segurança que se encontram em Deus.
Esta experiência da nova vida em Cristo, e das bênçãos que nela se gozam, explica a razão pela qual o Senhor Jesus morreu e ressuscitou. Ele morreu para nos dar vida e ressuscitou para nos assegurar a solidez dessa mesma vida. Morreu pelos nossos pecados, mas ressuscitou para a nossa justificação (Romanos 4: 25). A Sua morte garantiu-nos o perdão dos nossos pecados; a Sua ressurreição confirmou o facto de que, de todas as acusações de Satanás, fomos declarados, pelo próprio Deus, inocentes. Aleluia!
Assim, fazer missões é proclamar aos homens o perdão dos seus pecados, chamando-os a responder, com fé, à graça e ao poder divinos, revelados na morte e na ressurreição do Senhor Jesus, a fim de que tenham um lugar no Reino e participem da herança que pertence a todos aqueles que respondem à chamada do Espírito do Senhor. Celebremos a Páscoa, vivendo a nova vida que há em Cristo, proclamando todos a mensagem da salvação.
Soli Deo Glória!
in Boletim nº 101
04 Abril 2010

A Tua Palavra é a verdade

“A tua palavra é a verdade, desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre”

Escrever sobre a importância da Bíblia é correr o risco de cair num “lugar comum” porque muitos já versaram sobre desta temática. Mesmo assim, é necessário insistir nesta verdade imprescindível que enfatiza a singularidade das Sagradas Escrituras.
Embora os reformadores do século XVI tenham redescoberto a centralidade da Palavra de Deus, como regra orientadora da vida e da missão (e função) da Igreja do Senhor Jesus, o legado que nos deixaram, com custos elevados para esses servos de Deus, tem sido cada vez mais negligenciado, para não dizer, desprezado.
Há uma visão ilusória, generalizada na “Comunidade Evangélica” de hoje (quem diria!), que tem conduzido muitos crentes a considerar a Bíblia, embora não assumidamente, como algo dispensável para a sua espiritualidade quotidiana. Prova disso, é a frequência com que a lêem e o tempo que passam na sua meditação.
A agitação da vida “moderna” inverteu as nossas prioridades. Na ânsia de conseguirmos mais recursos materiais, que estabelecem o padrão e o status de uma “vida moderna”, gastamos todo o nosso tempo útil na tentativa de trabalharmos “um pouco mais” para, deste modo, satisfazer as nossas necessidades consumistas.
Diante desta realidade, o tempo que nos resta é gasto no necessário (e merecido) repouso, visto que a azáfama do dia-a-dia não nos deixa com a energia suficiente que nos permita “meditar” ou “reflectir” sequer. Este estado anímico em que o ritmo e o modelo de vida actuais nos deixam, tem servido de justificação para a nossa inércia, relativamente ao nosso apego à Palavra da vida.
Como resultado, as nossas vidas exibem uma espécie de “anemia espiritual” que nos deixa sem forças para resistir às provações e vencer as tentações, sem poder para cumprir a nossa missão de evangelizar o mundo perdido e alienado de Deus, sem equilíbrio doutrinário que nos capacite para distinguir a verdade do erro, sem autenticidade para adorar ao Senhor em Espírito e em verdade.
“A tua palavra é a verdade”, diz o salmista. Para este servo do Senhor, a Palavra de Deus transporta e transmite a essência da própria verdade. A Palavra é a verdade desde o princípio, quer dizer que ela o é “em todos os aspectos” e “em todas as perspectivas”. Significa que ela é a verdade por natureza e “em toda a sua extensão”.
O que o salmista afirmou, de um modo categórico, é que “a soma da palavra” de Deus é a verdade. E a consistência desta verdade, ao longo das páginas de toda a Bíblia, encontra a sua confirmação nas palavras do apóstolo Paulo, quando diz que “toda a Escritura é divinamente inspirada” (2 Timóteo 3: 16a).
Na sua sacerdotal (e emocionada) oração, o Senhor Jesus fez uma tremenda afirmação acerca da singularidade da Palavra de Deus: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (João 17: 17).
Ele ora ao Pai e intercede pelos Seus discípulos: “santifica-os”, “separa-os” para Ti, “opera neles a obra santificadora”. Por que meio? Pela verdade, ou melhor “na” verdade. A santificação deve ser operada com a vida dos discípulos “mergulhada” na verdade. E antes que alguém perguntasse acerca da verdade na qual eles seriam santificados, o Bom Mestre prossegue: “a tua palavra é a verdade!” Aleluia! O poder santificador do Espírito opera na vida do crente por meio da Palavra.
Aliás, o Senhor exulta diante do Pai porque os discípulos receberam a Palavra que Ele lhes entregou; e por causa do efeito da mesma Palavra em suas vidas, o mundo, que antes odiara o Senhor, odiou-os também a eles (João 17: 14).
Amados em Cristo, que a sagrada e inspirada Palavra do Senhor governe e oriente as nossas vidas, “inundando-as com as suas incomparáveis instruções, a fim de sermos servos frutíferos em boas obras (2 Timóteo 3: 17).
Que juntos com o do salmista, inspirado, os nossos corações digam bem alto e com convicção: “Oh! quão amo a tua lei! Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar!” (Salmo 119: 97a, 103a).
Soli Deo Glória!
Pr. Samuel Quimputo
Boletim nº 100
29 de Fevereiro de 2010

Convite a Louvar a Deus: Salmos 67


Deus nos abençoa! Mas, sabe porquê? O Salmo 67 diz que Deus nos abençoa para que toda a gente possa conhecer a Sua salvação.
Este workshop vai ser mais uma oportunidade de falar sobre a glória de Deus e aquilo que precisamos fazer em resposta à Sua palavra. Vamos falar sobre evangelismo e missões na zona onde moramos; vamos falar sobre o trabalho e as diferentes formas de pôr em prática as orientaçõas de Deus, visto que Ele está a trabalhar na nossa área de influência (residência, local de trabalho...)! Sem dúvida, só Ele pode salvar. Contudo, Deus nos usa como instrumentos para que as pessoas que connosco lidam, quotidianamente, possam ouvir a verdade de Jesus Cristo.
Texto: Mark Bustrum
Fev 2010

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...