JESUS - A LUZ DA VIDA
Censos 2011
É a questão

O quadro seguinte apresenta a distribuição da população não-católica por grupos religiosos nos censos de 1981, 1991 e 2001.

De acordo com o quadro 36 do formulário do Censos 2011 as opções mantêm-se sem alteração e a resposta é facultativa.
No questionário não existe a categoria “evangélicos” porque para quem fez a grelha, evangélico = protestante. A categoria “outra cristã” não foi pensada para os evangélicos, mas para, por exemplo, as Testemunhas de Jeová.
Em 2001 declararam-se protestantes apenas 48301 inquiridos. Este número significa que os evangélicos se dividiram entre os que não responderam, os que responderam “protestante” e os que responderam “outra cristã”. Ora, “outra cristã” não é uma nova denominação.
É importante que todos os evangélicos se declarem protestantes.
Fernando Soares Loja
ALIMENTANDO A ALMA COM A PALAVRA
A vida é uma das maravilhas da criação de Deus. É um dos mistérios mais profundos da sabedoria daquele que, pelo poder da sua palavra, trouxe à existência tudo o que compõe o Universo.
Reflectir sobre a essência da vida, com toda a sua complexidade, é penetrar um mundo fascinante e cheio de encantos.
Um dos aspectos mais empolgantes do fenómeno da vida é o facto de não ser uma realidade estática, mas sim dinâmica e que se traduz num contínuo processo de desenvolvimento. Aliás, o crescimento constitui uma das características distintivas dos seres vivos.
Visto que é, essencialmente, um processo em constante desenvolvimento, para continuar a sua existência, a vida necessita de ser nutrida.
De certa forma, uma vida equilibrada é aquela bem nutrida, cujos elementos bioquímicos, necessários para o seu desenvolvimento, são supridos.
Da mesma maneira, a vida do crente precisa ser alimentada com a Palavra de Deus, fonte de todo o suprimento espiritual, necessário para um crescimento saudável e equilibrado (1 Pedro 2:2). Este suprimento insubstituível, proporcionado pela Palavra, serve para capacitar o crente a exercitar, com discernimento, as suas faculdades morais (Hebreus 5: 14).
Depois de um longo período de jejum, o Senhor Jesus foi submetido a um impiedoso teste por parte de Satanás. “Se tu és Filho de Deus, ordena que estas pedras se transformem em pães”, disse o diabo ao esfomeado.
Pouco tempo antes, Deus, o Pai, tinha feito uma solene afirmação de que Jesus, recém baptizado, era o Seu Filho amado, em quem tinha prazer (Mateus 3: 17). Agora, cheio de fome e de sede, estava a ser pressionado a provar a sua filiação com Deus, transformando pedras em pães, a fim de suprir as suas necessidades físicas e psíquicas.
Foi diante desta sugestão tentadora que o Senhor Jesus respondeu, pronta e energicamente, citando o texto de Deuteronómio 8: 3, provando deste modo o facto de que as necessidades da vida humana não se limitam àquelas que podem ser supridas pelo pão.
O povo de Israel passou por muitas situações difíceis, durante a sua longa e desgastante jornada pelo deserto, e a razão que as Escrituras nos apresentam é que tudo aconteceu para que os corações desses peregrinos aprendessem a confiar na Palavra e nas promessas do seu Deus (Deuteronómio 8: 2, 3).
O Senhor Jesus cita o texto de Deuteronómio para provar a Satanás que a vida de um homem não pode ser plenamente satisfeita através de recursos materiais. O que preenche, de facto, as necessidades mais profundas do ser humano é a Palavra vivificante que sai da boca de Deus e que restaura a alma.
Aprendemos com esta abordagem do Senhor Jesus que, uma vida plena e equilibrada só encontrará a sua realização quando for dominada pela Palavra inspirada de Deus, visto ser o único alimento sólido, capaz de nutrir as dimensões mais profundas do ser humano, imagem de Deus, o Criador.
Que o Senhor nos dê a graça de, dia e noite, nos alimentarmos da Sua bendita Palavra, encontrando nela o suprimento necessário para as nossas almas. Que o Espírito Santo desperte em nós a consciência da nossa carência espiritual que só pode ser suprida pela Palavra viva do Senhor.
Jovens e as Ficções Sexuais

Porém, o sexo invade os nossos lares através da televisão, da internet e até as escolas querem educar os nossos adolescentes nestas matérias, tudo de acordo com os padrões do “mundo”.
Os jovens e adolescentes sabem mais de sexo do que os seus pais gostariam e adquirem conhecimentos que influenciarão a sua vida sexual futura e o seu relacionamento com Deus.
A sociedade tenta ensinar à juventude que tudo é lícito, tudo é bom, tudo é saudável, mas é dever da igreja ensinar que Deus fez o sexo para nosso prazer mas só com a pessoa certa, no momento certo, da forma certa.
A PALAVRA DE DEUS COMO FACTOR REGULADOR DA FÉ
Antes pelo contrário, a Fé Cristã resulta da Revelação de um Deus bondoso e cheio de graça que pela Sua livre vontade resolveu dar-se a conhecer aos Seus servos, socorrendo-se de vários métodos. Fê-lo por meio de sonhos, de visões, de manifestações sobrenaturais da Sua presença (isto é, através de teofanias) e que, de um modo esplêndido e incomparavelmente superior, resolveu revelar-se por meio do Seu Filho Unigénito (Hebreus 1: 1 - 2).
Toda a história relevante da actuação e da intervenção de Deus no decurso da História, ao longo dos séculos, foi registada e dinamicamente compilada num Livro singular, que se denomina Bíblia (Biblia, os livros).
Assim como a fé chegou aos patriarcas que viveram antes de Moisés, por meio da Palavra falada, coadjuvada por visões e manifestações várias, ela continua a chegar ao coração dos chamados, através da Palavra escrita (Romanos 10: 17).
A Palavra de Deus é, portanto, o meio instrumental usado por Deus para revelar o Seu amor e a Sua graça, com base nos méritos e na suficiência da obra realizada pelo Seu Filho amado, na cruz do Calvário.
O salmista que escreveu o salmo 119 (provavelmente, Esdras) sabia, por experiência própria, que a Palavra de Deus é determinante em matéria de fé, de vida e de orientação equilibrada.
A revelação (ou exposição) das palavras inspiradas de Deus, diz o salmista, “concede luz”. Esta é uma conclusão incontestável à qual todos os verdadeiros crentes chegam. Para esses servos e servas do Senhor, alcançados pela graça regeneradora, a Palavra assume o papel de “luz condutora” da sua vida e fonte esclarecedora de toda a sua visão espiritual (Salmo 119: 105).
Por esclarecer a mente e proporcionar um correcto entendimento acerca da vida e do seu propósito, a revelação da Palavra de Deus capacita os símplices a adquirir sabedoria.
Em hebraico, a expressão “símplice” quer dizer, entre outras coisas, “uma porta aberta”, “uma cabeça aberta”, “uma mente ingénua na qual se pode colocar tudo”, “humildade ingénua”, etc.
Tendo estes significados em mente, chegamos à conclusão de que, aquilo que o salmista quis dizer é que a exposição da Palavra de Deus e a meditação que dela resulta, confere ao crente uma maior capacidade de análise e um elevado grau de discernimento.
A mente do verdadeiro (e aplicado) estudioso da Palavra torna-se uma fonte de sabedoria e um depósito de luz, capaz de o guiar em momentos de dúvida ou de incerteza, de medo ou de insegurança.
Que o Senhor da glória nos conceda graça suficiente, de modo a que os nossos corações, à semelhança do salmista, amam a Sua Palavra, orientando por ela a nossa fé e a nossa conduta. Que a exposição da Sua Palavra nos dê prazer, deleitando as nossas mentes com as maravilhas da sua sabedoria e da sua profundidade.
