Dívidas causas e consequência


João Gil Pedreira
foto daqui

"João Gil Pedreira licenciou-se em Economia pela Universidade Católica Portuguesa e trabalhou mais de 15 anos em consultoria estratégica, principalmente nas áreas da banca, dos seguros e das telecomunicações, em diversos países da Europa, América e África.
Em 2011 fundou a Bridges Advisors, uma firma de aconselhamento estratégico na área área do empreendedorismo económico, sustentável e social, que tem vindo a trabalhar nas temáticas da dívida e do sobreendividamenton em parcerias com diversas entidades nacionais e internacionais"

Esta é a apresentação que se pode ler na contracapa do livro, de que é autor
João Gil Pedreira esteve esta tarde conosco e, numa forma clara, falou-nos sobre "Dívidas causas e consequências"

Fica aqui o nosso agradecimento pela sua partilha e a esperança de podermos ouvir mais, num futuro a acordar.

A União de Treinamento de Sete Rios
28 set 2014



UMA ESCOLA QUE GLORIFICA A DEUS

“Ao servo do Senhor não convém discutir, mas, pelo contrário, deve ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente, corrigindo com mansidão os que resistem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, e que se libertem da armadilha do Diabo, por quem haviam sido presos para cumprirem a sua vontade.” (2 Timóteo 2:24-26)

A tradição herdada pela Comunidade Evangélica, passando de um mero ensino de crianças para uma abordagem mais abrangente, de toda a comunidade local de fiéis, é um legado de importância incalculável na promoção da educação cristã e no desenvolvimento de uma cultura bíblica.

A implementação da Escola Bíblica Dominical, como elemento preponderante para o crescimento equilibrado do povo cristão, envolvendo todas as faixas etárias e todas as classes sociais dos congregados de cada comunidade local, trouxe um valioso contributo para a criação de um espaço de aprendizagem e de consolidação de verdades e de valores cristãos essenciais para uma vida de fé saudável.

Um estudo cuidadoso das escrituras revelar-nos-á a verdade incontornável de que a glória de Deus e a exaltação do Seu nome são o alvo final de todo   o propósito (isto é, razão de ser) da existência humana e de tudo o que foi amorosamente trazido à existência pelo grande Criador. A glória de Deus e um intenso desejo de O conhecer e de desfrutar a comunhão com Ele devem constituir o objetivo e o alvo de todo o estudo da Palavra de Deus.

Uma Escola Bíblica Dominical, digna desse nome, deve ser um espaço de aprendizagem, onde todos se predispõem a estudar, eficiente mas reverentemente, a Palavra inspirada, submetendo a mente (ou a razão) ao crivo das Sagradas Escrituras, que revelam a mente de Deus e a sua vontade para conosco.

Uma Escola Bíblica Dominical, digna desse nome, é um ambiente marcado pela graça, onde as dúvidas são esclarecidas, os erros doutrinários são amorosamente corrigidos, onde os equívocos teológicos são dissipados, onde os que ensinam o fazem com mansidão e com uma atitude de reverência para com a Palavra de Deus e de respeito para com os que por eles são ensinados.
Uma Escola Bíblica Dominical, digna desse nome, deve proporcionar a todos os seus participantes, alunos e professores, as ferramentas básicas para uma apologética bíblica sólida, relevante e capaz de responder às questões do quotidiano que afetam os seus concidadãos, questões que envolvem dúvidas, inquietações, inseguranças e confusões (morais e espirituais) de vária ordem.

Uma Escola Bíblica Dominical, digna desse nome, deve constituir uma oportunidade para a introspeção séria e honesta de cada participante, levando os “estudantes” a confrontar-se com o amor e a santidade de Deus e a arrogância, o orgulho e a pecaminosidade da natureza humana; uma oportunidade que leve os participantes a louvar e a agradecer a Deus pela Sua bondade e compaixão, por se ter revelado, de um modo especial, pela Sua Palavra.

Uma escola Bíblica Dominical, digna desse nome, deve conduzir o povo de Deus ao desejo de, com uma intensidade crescente,  amar e obedecer ao Amado da nossa alma, o Senhor Jesus, agradecer ao Pai das luzes pelo Seu maravilhoso amor, e confiar na segura orientação do Espírito Santo.

Que o Senhor de toda a graça renove o nosso interesse pela Escola Bíblica Dominical. Que Ele, na Sua imensa graça, desvende os nossos olhos, a fim de contemplarmos as bênçãos recebidas e as que nos são prometidas, por meio do estudo da Sua inerrante Palavra na Escola Bíblica Dominical. 
Soli Deo Gloria!

Pr. Samuel Quimputo
boletim nº 159
28 set 2014

ADORADORES COM MENTES RENOVADA

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” 
Romanos 12: 1, 2

O poder salvador do sangue remidor do Senhor Jesus não só garante o perdão dos nossos pecados e a absolvição da pena e da condenação, que pesavam sobre todos nós, mas também estabelece uma base segura da obra santificadora que o Espírito realiza no coração de todos aqueles que são chamados, eficazmente, das trevas para a maravilhosa luz.

A mudança radical operada no centro da personalidade humana (que a Bíblia apelida de “coração”) é, ao mesmo tempo, a união orgânica do crente com Cristo e o início de um processo de transformação interna na vida do primeiro, tendo em vista a redenção final (glorificação) que expurgará todas as réstias da corrupção e da degradação ética e moral causadas pela influência do pecado.

Assim, a nova ética, na vida do crente nascido de novo, deve fundamentar-se  na obra redentora que Cristo realizou na cruz do calvário.

De um modo consciente, os crentes em Jesus devem consagrar as suas vidas (mente, emoções e vontade) como oferta suave, numa atitude de culto que agrada a Deus.

Esta consagração envolve uma predisposição mental, por parte do crente,  para sofrer as necessárias transformações que o Espírito santo terá que realizar, de forma soberana, mas suavemente, no interior do seu ser, conformando-o à imagem daquele que é o padrão de toda a perfeição humana, o Senhor Jesus.

O processo de transformação mental, iniciado no momento da regeneração, envolve, também, uma atitude de participação ativa, que implica uma enérgica determinação de rejeição dos padrões deste mundo caído, indiferente às orientações da Palavra divina, e hostil ao próprio Deus.

Exortando os romanos sobre as implicações práticas da fé cristã, Paulo “roga” aos irmãos daquela grande metrópole a não se deixarem dominar pelos modelos reinantes naquela cultura, potencialmente pagã,  incentivando-os a permitir que as suas mentes sejam, constante e continuamente, renovadas pelo poder reparador do Espírito Santo, a fim de que a “metamorfose” realizada no seu interior (mas que também afeta as suas atitudes e ações externas) proporcione a todos um conhecimento prático da vontade revelada de Deus.

O desafio lançado pelo apóstolo Paulo aos romanos (e a todos nós) é o de que, munidos da plena consciência da extraordinária obra salvadora de Deus, executada pelo Filho na cruz, confirmada pela vitória da sua ressurreição e aplicada com poder e graça pelo ministério do Espírito Santo,  vivam (com fé, humildade e gratidão) vidas consagradas que glorifiquem o Senhor, permitindo, reverentemente, que o Espírito santificador tenha livre acesso na ação purificadora da mente.

A verdadeira adoração abre as portas para uma progressiva renovação mental. Por sua vez, uma mente progressivamente renovada pelo Espírito Santo, por ação direta (a voz interior) e/ou por meio do ensino da Palavra revelada, é um “sacrifício” de aroma suave e um veículo de bênçãos para os irmãos no ambiente e no ato de adoração.

Que a transformação espiritual realizada em nós nos leve a uma atitude de constante adoração, consagrando as nossas vidas ao Deus que salva, santifica e abençoa.

Soli Deo Gloria! 

Pr. Samuel Quimputo
Boletim nº 153
27 de julho de 2014

VIDAS TRANSFORMADAS QUE EDIFICAM

“Portanto, cada um de vós agrade ao seu próximo, no que for bom 
para edificação” (Romanos 15:2)

O ser humano foi criado com uma necessidade espiritual que, mesmo depois do pecado e da consequente queda do primeiro casal, continua a pulsar no seu interior, fazendo dele um adorador nato.
O problema é que, quando o verdadeiro Deus não é reconhecido como tal, o coração humano, afetado pelo poder do pecado e pela ignorância espiritual que o carateriza, tem a tendência de criar para si deuses que consiga manipular e controlar.
Muitas vezes, o ser humano atribui a categoria de divindade àquilo que não entende, ou àquilo que lhe causa pavor e medo.
Contudo, mesmo diante destas confusões que revelam o estado (e a condição) espiritual da alma humana decaída, há uma clara evidência de que o homem continua a ser um “adorador nato” e um idólatra.
A essência do pecado reside no facto deste não reconhecer o seu Criador como Deus e, como resultado dessa atitude de indiferença e arrogância, não lhe prestar o devido e merecido louvor (Romanos 1: 18-23).
Uma das terríveis e mais evidentes provas da idolatria (isto é, culto ou adoração ao ídolo) é a chamada “egolatria”, a adoração do próprio adorador.
O egoísmo humano, com todo o seu “egocentrismo patológico”, faz com que, em princípio, os relacionamentos humanos tenham como primeira razão de ser, a própria satisfação , acima de qualquer interesse pelo bem-estar de outrem. Viver para o outro, buscando o seu bem, torna-se um desafio que exige de nós, contrariando a nossa própria natureza, um esforço suplementar.
A nova humanidade, criada pelo poder sacrificial do sangue do Senhor Jesus, é frequentemente desafiada a romper com o “padrão” do egoísmo que carateriza a nossa sociedade voltada para si e para os seus interesses.
Quase a terminar a sua magna Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo desafia os crentes em Roma a permitir que a sua forma de pensar seja, constante e progressivamente, transformada pelo poder do Espírito Santo, tendo a Palavra de Deus como meio instrumental dessa operação (Romanos 12: 1). Esse desafio, segundo o apóstolo dos gentios, devia implicar uma destemida rejeição dos padrões que governam o mundo alienado de Deus e estabelecidos pelo príncipe deste século, cuja principal caraterística  é a  auto satisfação (Romanos 12: 2). O exercício de uma cidadania equilibrada (Romanos 13) e o contributo de cada crente para uma convivência harmoniosa (Romanos 14), dentro da igreja local, devem constituir o objetivo de qualquer ministério bem sucedido.
No convívio pessoal de cada membro com os outros, Paulo exorta os Romanos (e, indiretamente, a todos nós) a promover o bem estar alheio. Cada crente é chamado e desafiado a contribuir para a edificação e o crescimento do seu próximo,  fazendo tudo o que estiver ao seu alcance para, através da atitude, do comportamento, do apoio e do exercício do amor prático, beneficiar o irmão com tudo o que é agradável, útil e que promova o seu crescimento espiritual.
Para tal desafio, Paulo aponta  aquele que é o expoente máximo do altruísmo, o Senhor Jesus, que deu a Sua preciosa vida em favor de pecadores (Romanos 15: 3).
Que cada um de nós ponha em prática o ensino da Palavra  inspirada de Deus, servindo como agente da graça, na promoção de um ambiente de convívio cristão saudável, contribuindo para o crescimento de cada irmão que o Senhor colocou ao nosso lado, para juntos caminharmos rumo ao lar.
Soli Deo Gloria! 
Pr. Samuel Quimputo
Boletim nº 152
6julho2014

A SEMENTE DE ABRAÃO

“Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão...De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” (Gálatas 3: 7,9)

Momentos antes de deixar esta terra e ascender aos céus, depois de várias aparições aos seus discípulos e amigos, o Senhor Jesus comissionou-os a envolverem-se na gigantesca tarefa de fazer discípulos, de todas as nações, a começar pela cidade de Jerusalém, percorrendo toda a região da Judeia, passando por Samaria até os confins da terra.
No cumprimento dessa missão, os enviados deviam selar  a experiência de conversão de todos aqueles que iriam aceitar a mensagem da salvação, com o batismo, símbolo de compromisso e de lealdade para com o Salvador.
Todos aqueles que, de todas as partes do mundo e de todos os quadrantes, se tornam discípulos do Senhor Jesus, fazem-no por meio da fé, isto é, da confiança nele e da aceitação do facto de a sua morte na cruz do Calvário ser de caráter expiatório e substitutivo.
Segundo o claro ensino das Escrituras, a salvação tem como causa o amor de Deus, materializado no envio e na morte do Seu Filho Unigénito, amor esse,“colorido” pela Sua maravilhosa graça.
Sendo Deus Soberano no plano e na execução da salvação, Ele estabeleceu um meio, por excelência, através do qual todos os chamados (pela proclamação do evangelho) deviam usufruir o dom da vida, que lhes é oferecido, por meio da obra realizada pelo Senhor Jesus. Este meio denomina-se fé.
Assim sendo, a fé salvadora assume o seu verdadeiro papel instrumental e não causal na salvação, tornando-se a marca distintiva na vida de todos aqueles que seguem a Jesus de Nazaré, submetendo todo o seu ser ao senhorio de Cristo.
De um modo extraordinário (e de certa forma surpreendente), Abraão é escolhido e chamado por Deus, de um ambiente profundamente idólatra, para ser o protótipo da fé e parâmetro de toda a verdadeira experiência espiritual diante daquele que é a fonte de toda a graça (Josué 24: 1-3).
Tendo Abraão como “modelo” de piedade e de fé, todos os discípulos de Cristo são avaliados e considerados parte da família universal dos herdeiros das promessas feitas ao patriarca, cujo cumprimento se faz evidente na salvação e transformação de homens e mulheres de todas as tribos, povos e nações, alcançados pelo poder do evangelho.
Sem méritos morais ou obras da lei, afirma Paulo, os verdadeiros discípulos do Senhor Jesus são aqueles que seguem os passos do seu “pai” Abraão, cuja justiça lhe foi imputada (creditada) por meio da confiança depositada em Deus (Romanos 4: 1-3,9).
Concluímos, pois, que a verdadeira semente (ou descendência) de Abraão é aquela caraterizada pela fé; uma fé ativa, mas que se apoia na graça e na bondade do Deus que salva, perdoa e transforma.
Que o bondoso Deus, que se compadeceu de nós ao ponto de nos enviar o Seu bendito Filho para morrer em nosso lugar, derrame a sua graça sobre nós, fortalecendo a nossa fé, de modo a que as nossas vidas sejam inconfundivelmente marcadas por uma fé inabalável, ancorada na cruz e nos méritos daquele que cumpriu toda a lei de Deus, cujo sangue pode purificar qualquer pecador de toda a iniquidade. Soli Deo Gloria! 

Pr. Samuel Quimputo
Boletim 151
25 de maio 2014