União da videira com seus ramos



LEITURAS BÍBLICAS NA SEMANA SANTA

(“Maçãs de ouro em salvas de prata”)


Terça-feira da Semana da Paixão

João 15:1-27: União da videira com seus ramos
Na segunda unidade do seu discurso de despedida, ainda no Cenáculo e prestes a sair para o Monte das Oliveiras, o Senhor Jesus parte da analogia de “a Videira e os ramos” para demonstrar a necessidade imperativa da força da união dos seus discípulos com Ele e uns com os outros; força tanto maior quanto mais eles permanecerem limpos e unidos ao seu Senhor e Mestre. Pois só unidos, unidos a Ele, unidos em amor e obedientes à sua palavra, os seus discípulos se mostrariam amigos d’Ele, realmente produtivos, e capazes de honrarem a sua vocação (15:1-16). 


Este capítulo começa com uma das quinze grandes afirmações de Jesus neste Evangelho: “EU SOU” (6:35; 8;12, 24, 28, 58; 10:7,9,11,14; 11.25; 13:19; 14:6; 15:1; 18:5,6); quase todas elas a afirmar a sua divindade. Termina com uma nova referência explícita ao Espírito Santo nos seguintes termos: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade que d’Ele procede, esse dará testemunho de mim”. E a sua palavra final, “e vós também [de mim] testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio”, é para cada um de nós igualmente um desafio. E que bênção é sermos anunciadores desta Boa Nova!O Senhor Jesus mostra aos discípulos com singular clareza que, se a união destes com Cristo for a união de uma verdadeira comunhão de amor entre si, eles não só terão poder para afrontar o mundo que os odeia (15:17-25), mas serão também investidos do poder do Espírito Santo, para d’Ele testemunharem com a eficácia que vem do Céu (15:26-27).
Pastor Manuel Alexandre Jr


Jesus conforta os seus discípulos e promete outro Consolador



 LEITURAS BÍBLICAS NA SEMANA SANTA

(“Maçãs de ouro em salvas de prata”)


Segunda-feira da Semana da Paixão

João 14:1-31: Jesus conforta os seus discípulos e promete outro Consolador

Este capítulo do Evangelho comporta três partes.

1. O Senhor Jesus conforta os corações atribulados dos seus discípulos (14:1-14);
 
2. O Senhor Jesus prometeu aos seus discípulos, e a nós que também o somos, cinco fontes permanentes de poder e consolação (14:15-26): a presença em nós do Espírito Santo, o “outro Consolador” (16-17); a presença do Filho (18-20); a presença do Pai (21-24); a presença do Consolador que nos ensina e guia em toda a verdade (25-26); a Paz sobrenatural de Jesus (27).

3. Jesus prepara os discípulos para a sua morte, e para a compreensão da razão última da sua morte (14:28-31): A razão do seu ministério seria verificada e confirmada (28-29); a sua missão seria vitoriosamente cumprida (30-31).

Embora a separação do Pai e a cruz estivessem iminentes, mais preocupado com os seus discípulos do que consigo próprio, o Senhor Jesus centrou o seu cuidado nos discípulos. Sabia que eles estavam confusos e ansiosos, que temiam perder o seu Mestre amado, e pressentiam que tudo isso estava para acontecer. Pensando acima de tudo neles, procurou assim confortá-los e prepará-los para o grande final da sua missão aqui na Terra. E, passados estes dois milhares de anos, também a nós eleva, anima e fortalece na esperança. A soma de tudo o que a morte de Jesus significou para ele foi a alegria da missão cumprida para nossa eterna salvação. Como lemos em Hebreus 12:2: “Em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia”. Sejamos a Ele eternamente agradecidos, pois “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder e riqueza e sabedoria e força e honra e glória e louvor” (Apocalipse 5:12).

Pastor Manuel Alexandre Jr

Exemplos de vida em tempos de crise

O Coronavírus (COVID-19) – Suspensão provisória das atividades de culto público




Estimados irmãos e amigos,

Como igreja de Jesus Cristo e bons cidadãos da pátria em que vivemos, honramos a Deus e cumprimos a lei. Num momento crítico de saúde pública como este, não podemos deixar de ser sensíveis às orientações emitidas pelas autoridades que nos governam, e de honrar o dever sagrado do cuidado espiritual e físico da vida, da saúde e do bem-estar de quantos nos buscam ou se irmanam connosco em adoração a Deus. Pedimos, pois, a vossa especial atenção para o seguinte:

Considerando as recomendações dadas pela Direção Geral de Saúde acerca do ajuntamento de pessoas, considerando que irmãos nossos trabalham em áreas  sensíveis e propícias a potenciais contágios, considerando também que temos na nossa congregação pessoas vulneráveis, de saúde precária, e com mais de 65 anos, a Direção da Igreja sentiu-se movida a tomar a decisão de suspender as suas atividades públicas por 15 dias, incluindo os domingos de 15 e 22 de Março. Tomaremos, entretanto, as devidas providências para fazer chegar a mensagem da Palavra de Deus em video-audio a todos os irmãos, a fim de que possam ter o seu culto doméstico nos horários em que estariam normalmente na casa do Senhor.

“Ó nosso Deus, ... nós não temos força contra esta multidão que avança contra nós. Não sabemos o que havemos de fazer. Porém os nossos olhos estão postos em Ti” (2 Crónicas 20:12).
  

Lisboa, 12 de Março de 2020