ENVIADOS PELO SENHOR

O Deus revelado nas Sagradas Escrituras é, em termos históricos e teológicos, um Deus missionário, cujo relacionamento com a sua criação é também marcadamente missionário.

Antes da encarnação do seu Filho, muitas vezes, e de variadas formas, Ele se deu a conhecer através de sonhos e visões, de manifestações da sua presença gloriosa, falando de forma audível e comissionando muitos dos seus servos (por acharem graça aos seus olhos) a cumprirem a sua vontade, e isto, por meio de pronunciamentos proféticos.

Além dos humanos, os anjos também, com frequência, eram enviados pelo Senhor, como ministros seus, incumbidos de revelar os seus desígnios e instruir os homens nos (e acerca dos) caminhos daquele que é o Criador e condutor de todo o curso da História.
Nas suas muitas e variadas formas de se relacionar com o mundo, e em especial com os homens, a sua veia missionária sempre foi evidente. E, na plenitude do tempo, de modo sublime, singular e sem precedentes, Deus, o Pai, enviou o seu Filho, como seu grande apóstolo e legítimo representante (Hebreus 3:1), que, por meio da encarnação, assumiu a identidade daqueles que tinham sido criados à imagem do Criador.
Essa decisão do Deus triúno, tomada desde a eternidade, mas executada no tempo, sempre esteve na base da motivação, do ministério e dos atos do Senhor Jesus.
A encarnação do Filho de Deus é, portanto, a clara evidência da assunção, por parte do Pai, da sua visão missionária. É a prova cabal de que o nosso Deus é um Criador que se relaciona com a sua criação e, também, aquele que se compraz em enviar servos seus para executarem a sua vontade.
Consciente de ter sido enviado pelo Pai, ao longo de cerca de três anos, o Senhor Jesus preparou um grupo de seguidores (discípulos), de modo a, por sua vez, os enviar como seus representantes, na proclamação das boas-novas da salvação, no anúncio da chegada do Reino de Deus e na inauguração da nova era.
“Assim como o Pai me enviou”, disse Ele, “também eu vos envio a vós”.
Contudo, este envio não viria a acontecer antes que o coração dos discípulos estivesse “inundado” de paz. 
“Paz seja convosco!”, saúda-os o Senhor ressuscitado. E é esta paz, proveniente do Príncipe da Paz (Isaías 9:6) que, com a presença e capacitação do Espírito Santo, fará com que os enviados sejam qualificados para “invadir” o mundo dominado e cheio de homens escravizados pelo “príncipe deste mundo”, a saber, o Diabo.

De um modo lato e genérico, todos os crentes em Jesus são comissionados a fazer discípulos de todas as nações, por meio do anúncio do evangelho e do exercício do amor sacrificial, que caracteriza homens e mulheres alcançados pela maravilhosa graça de Deus.

Revestidos do poder do Espírito Santo e cheios da paz que vem do Príncipe da Paz e movidos por um amor capaz de dar e de se dar aos outros, assumamos a magna incumbência de sermos agentes desse Deus missionário, participando resoluta e ativamente na Sua grande missão de salvação, restauração e renovação da Sua criação que vive em agonia atroz, presa nos laços do maligno e que clama por libertação.

Que o Senhor de toda a graça nos habilite nesta desafiadora mas honrosa tarefa de sermos os seus “enviados” e anunciadores da paz de Deus, que nasce da paz com Deus. 

Soli Deo Gloria!

Pr Samuel Quimputo
julho 2017

...Vigilantes e Empenhados...

Pr Samuel Quimputo
30 julho 2017

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