Seguros nas Mãos do Pastor

A relação de Deus com o seu povo é constantemente ilustrada pela analogia com a vida pastoril, onde Deus se assume como o pastor enquanto que o seu povo é considerado como o rebanho.

Esta analogia é também aplicada à relação existente entre o povo e aqueles que eram chamados por Deus e incumbidos de cuidar o Seu rebanho, na qualidade de seus guias espirituais e de “facilitadores” da caminhada da fé dos demais peregrinos.

Profetas, sacerdotes, juízes e reis pertenciam à mesma categoria de pastores, cujo ministério consistia no cuidado da vida e da saúde espiritual do rebanho do Senhor.

Antes da encarnação do Senhor Jesus , os fariseus e os escribas, peritos em matéria da Lei, eram considerados os guias qualificados para orientar o povo nos “caminhos da espiritualidade”. Contudo, eles não se revelaram suficientemente capazes de desempenhar tão exigente tarefa. E a avaliar pelas contundentes críticas que lhes eram dirigidas pelo Senhor Jesus, o bom Pastor, só podemos concluir que o seu trabalho não tinha sido bem realizado.

Neste texto de João 10, Jesus assume-se como o pastor mais qualificado e capaz de cuidar do seu rebanho, proporcionando-lhe todos os recursos necessários para a manutenção do seu equilíbrio existencial e da sua saúde espiritual.

Porém, ao fazê-lo, Ele traça uma linha divisória e inconfundível, que separa as verdadeiras ovelhas dos lobos que, maldosa e dissimuladamente, se infiltram no seio do rebanho.

Nesta passagem, o bom Pastor destaca os sinais do verdadeiro discipulado , sinais esses que identificam aqueles que foram regenerados pelo Espírito Santo, eficazmente chamados pelo poder da pregação, e que foram integrados no seio do rebanho, no qual amorosamente servem uns aos outros e são edificados na fé; nele também encontram as condições ideais para o seu crescimento saudável, na graça e no conhecimento do Senhor Jesus, Autor e Consumador da sua fé (Hebreus 12:1,2; 2 Pedro 3: 17,18). 

Segundo o diagnóstico feito pelo Supremo Pastor, as suas ovelhas são aquelas que:

 1º -  ouvem a sua voz, isto é, aqueles que aceitam de bom grado as suas reivindicação e obedecem às suas recomendações, procurando seguir as suas orientações. Para Ele, o verdadeiro discipulado carateriza-se , acima de tudo, pela aceitação da liderança do Mestre, por meio do seu ensino.

 2º - seguem os passos do seu Pastor; aqueles que, por cultivarem uma relação de intimidade com o SEU Mestre, são capazes de identificar a sua voz com precisão, de modo bem nítido e familiar.

Essas ovelhas seguem o seu pastor porque o conhecem; e, por meio da cumplicidade existente entre ambas as partes, conseguem distinguir a sua voz, da voz dos estranhos (João 10:5).

O Pastor identifica cada uma das suas ovelhas sem se esquecer de uma única sequer. Ele cuida de todas, embora cada uma seja especial e única.
Depois de revelar o que carateriza e distingue as suas verdadeiras ovelhas, das falsas, o Senhor Jesus, de modo perentório e categórico, assegura a completa proteção das mesmas, tanto no presente como no futuro.

Ele declara que elas são detentoras da “vida eterna”, vida essa que procede e flui do próprio Pastor. Uma vida de qualidade singular e que garante uma experiência de amor que não terá fim.

“Nunca hão de morrer”, afirmou Ele, sem hesitação. Esta declaração prova o facto de que nenhuma força, natural ou sobrenatural, é suficientemente capaz de provocar uma separação entre o Pastor e as sua ovelhas. Quem é protegido por Ele  nunca se perderá! Quem é amparado pelo seu forte braço nunca será separado do seu amor. Louvemos a Deus pela Sua fidelidade! Soli Deo Gloria! 

Pr. Samuel Quimputo
agosto 2016

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